UMA
REFLEXÃO PSICOPEDAGÓGICA: Dificuldade de
Leitura e Escrita ou Dislexia?
PARTE – 2
1.2
Causas e Fatores que influenciam a Dislexia.
O diagnóstico da Dislexia exige
quase sempre uma equipe Multidisciplinar,
formada por especialistas em Educação, assim a criança tem possibilidade de
eliminar outras que a façam trocar letras ou demonstrar outras alterações de
linguagem.
Como já dissemos, a Dislexia tem causas neurobiológicas e genéticas; é herdada e, portanto, uma criança disléxica tem em sua árvore genealógica alguém que também já passou por estes percalços.
Rorato (2007) afirma que a falta de consenso no entendimento do que é Dislexia, começou a partir da decodificação do termo criado para nomear essas específicas dificuldades de aprendizado.
Os Fonoaudiólogos especialistas em voz definem Dislexia como a dificuldade específica que afeta a aprendizagem da decodificação do sistema verbal escrito, classificada entre as patologias de linguagem, mais especificamente de linguagem escrita.
A confusão que se faz ao confundir Dislexia com preguiça ou má disciplina leva muitas das crianças disléxicas a expressar sua frustração por meio de mau-comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica e não preguiçosa pouco inteligente ou indisciplinada.
Como já dissemos, a Dislexia tem causas neurobiológicas e genéticas; é herdada e, portanto, uma criança disléxica tem em sua árvore genealógica alguém que também já passou por estes percalços.
Rorato (2007) afirma que a falta de consenso no entendimento do que é Dislexia, começou a partir da decodificação do termo criado para nomear essas específicas dificuldades de aprendizado.
Os Fonoaudiólogos especialistas em voz definem Dislexia como a dificuldade específica que afeta a aprendizagem da decodificação do sistema verbal escrito, classificada entre as patologias de linguagem, mais especificamente de linguagem escrita.
A confusão que se faz ao confundir Dislexia com preguiça ou má disciplina leva muitas das crianças disléxicas a expressar sua frustração por meio de mau-comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica e não preguiçosa pouco inteligente ou indisciplinada.
Em Rorato (2007),
há várias definições de Dislexia como a de criança que, provavelmente,
necessite de tratamento não linguístico ou pré-linguístico. Ou ainda, como a
situação na qual a criança é incapaz de ler com a mesma facilidade com que leem
as crianças da mesma idade, apesar de possuir uma inteligência normal, saúde e
órgãos sensoriais intactos, liberdade emocional, motivação e incentivos
normais, bem como instrução adequada.
Podemos compreender com base em Varella (2006), quando a Dislexia não é identificada, a criança, vai desenvolvendo estratégias, de ler sílaba por sílaba, decora o formato e o tamanho da palavra e, quase que por adivinhação, encaixa-a dentro do contexto. Desse jeito, consegue até ser um leitor razoável.
Contudo, pode-se concluir que a Dislexia evolutiva é um transtorno específico nas operações envolvidas no reconhecimento de palavras que compromete, em maior ou menor grau, a compreensão da leitura. Ou ainda que seja de uma forma mais simples, uma dificuldade que pode interferir no registro, no processamento da informação ou na elaboração da resposta, em crianças, jovens e adultos. (RORATO, 2007).
Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades acadêmicas e profissionais e que, quando tratada, não implica em falta de sucesso.
Como já vimos, a dificuldade se faz presente principalmente na leitura e escrita. Portanto, podemos perceber a dificuldade que a criança despende para ler, tornando a leitura lenta e segmentada; contudo, a velocidade de cognição diminui, dificultando a memorização. Além disso, fica notório, o cansaço, as inversões, trocas de palavras e perda de linhas no texto, desfocamento, sonolência, distúrbios visuais, dores de cabeça, irritabilidade, enjoo, distração e fotofobia, após um intervalo relativamente curto na leitura (VARELLA, 2006).
Problemas oculares também contribuem significativamente para os sintomas da Dislexia, já que o disléxico depende muito das informações recebidas através do sistema visual durante a leitura e o esforço contínuo de foco para longe, perto e distâncias intermediárias (no quadro negro, livros, cadernos e computador), sugere uma constante e dinâmica avaliação oftalmológica nos pacientes disléxicos.
Embora sejam indicados sintomas e sinais característicos, nos casos menos graves só uma aguçada percepção pode levar o professor a diferenciar o distúrbio, o que normalmente ocorre depois do segundo ano do Ensino Fundamental. No entanto, os níveis são tão tênues que correm o rico de não serem diagnosticados, o que virá a acarretar a falta da adequada assistência psicopedagógica agravando, assim, as suas dificuldades sociais e de aprendizado.
Para Varella (2006), hoje em dia o diagnóstico da Dislexia está associado a algumas alterações do cérebro e precisa ser diferenciada de outros distúrbios, conforme sugere a nova conceituação ocorrida a partir de 2003. Dizer que um indivíduo é disléxico é deixar claro que ele não é Deficiente Intelectual (DI), não tem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e também não apresenta um quadro emocional ou psicológico que identifica seu aprendizado, o que, para o autor, de certa forma, torna o diagnóstico feito por exclusão. (VARELLA, 2006).
Por isso, é necessário descartar vários outros distúrbios quando a criança é levada ao consultório com a queixa de dificuldades de aprendizagem escolares, antes de afirmar que é Dislexia. Ela pode apresentar apenas deficiências visuais e auditivas, que interferem negativamente na aprendizagem e podem ser tão sutis que as pessoas ao redor não percebem (VARELLA, 2006).
Podemos compreender com base em Varella (2006), quando a Dislexia não é identificada, a criança, vai desenvolvendo estratégias, de ler sílaba por sílaba, decora o formato e o tamanho da palavra e, quase que por adivinhação, encaixa-a dentro do contexto. Desse jeito, consegue até ser um leitor razoável.
Contudo, pode-se concluir que a Dislexia evolutiva é um transtorno específico nas operações envolvidas no reconhecimento de palavras que compromete, em maior ou menor grau, a compreensão da leitura. Ou ainda que seja de uma forma mais simples, uma dificuldade que pode interferir no registro, no processamento da informação ou na elaboração da resposta, em crianças, jovens e adultos. (RORATO, 2007).
Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades acadêmicas e profissionais e que, quando tratada, não implica em falta de sucesso.
1.3 Como identificar uma criança disléxica.
Como já vimos, a dificuldade se faz presente principalmente na leitura e escrita. Portanto, podemos perceber a dificuldade que a criança despende para ler, tornando a leitura lenta e segmentada; contudo, a velocidade de cognição diminui, dificultando a memorização. Além disso, fica notório, o cansaço, as inversões, trocas de palavras e perda de linhas no texto, desfocamento, sonolência, distúrbios visuais, dores de cabeça, irritabilidade, enjoo, distração e fotofobia, após um intervalo relativamente curto na leitura (VARELLA, 2006).
Problemas oculares também contribuem significativamente para os sintomas da Dislexia, já que o disléxico depende muito das informações recebidas através do sistema visual durante a leitura e o esforço contínuo de foco para longe, perto e distâncias intermediárias (no quadro negro, livros, cadernos e computador), sugere uma constante e dinâmica avaliação oftalmológica nos pacientes disléxicos.
Embora sejam indicados sintomas e sinais característicos, nos casos menos graves só uma aguçada percepção pode levar o professor a diferenciar o distúrbio, o que normalmente ocorre depois do segundo ano do Ensino Fundamental. No entanto, os níveis são tão tênues que correm o rico de não serem diagnosticados, o que virá a acarretar a falta da adequada assistência psicopedagógica agravando, assim, as suas dificuldades sociais e de aprendizado.
Para Varella (2006), hoje em dia o diagnóstico da Dislexia está associado a algumas alterações do cérebro e precisa ser diferenciada de outros distúrbios, conforme sugere a nova conceituação ocorrida a partir de 2003. Dizer que um indivíduo é disléxico é deixar claro que ele não é Deficiente Intelectual (DI), não tem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e também não apresenta um quadro emocional ou psicológico que identifica seu aprendizado, o que, para o autor, de certa forma, torna o diagnóstico feito por exclusão. (VARELLA, 2006).
Por isso, é necessário descartar vários outros distúrbios quando a criança é levada ao consultório com a queixa de dificuldades de aprendizagem escolares, antes de afirmar que é Dislexia. Ela pode apresentar apenas deficiências visuais e auditivas, que interferem negativamente na aprendizagem e podem ser tão sutis que as pessoas ao redor não percebem (VARELLA, 2006).
Na atualidade,
segundo vários estudiosos têm comprovado que crianças que apresentam sinais
característicos de Dislexia e passam receber afetivo treinamento fonológico
ainda na Educação Infantil e no primeiro ano do Ensino Fundamental,
apresentarão significativamente menos problemas no aprendizado da leitura do
que outras crianças disléxicas não diagnosticadas ou devidamente assistidas até
o terceiro ano desta etapa. (VARELLA, 2006).
REFERÊNCIAS
RORATO, A. F. Dislexia. In: Trabalhos Feitos. com, 2007, p. 07.
VARELLA, D. Dislexia.

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