OS JOGOS E BRINCADEIRAS E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Através do brinquedo, a criança, estabelece contato com o mundo ao seu redor e se apropria dele dentro dos limites de suas possibilidades: explora, descobre, transforma, exercita suas capacidades e constrói seu conhecimento. Por ser o tipo de atividade mais característica da infância, o brincar é também a forma mais adequada de estimulação que se lhe pode oferecer. Os brinquedos, sendo convites ao brincar, são facilitadores do processo.
O brincar, segundo Cunha (2004), é a forma mais natural de uma criança se expressar.
Certamente a escolha livre, ainda com Cunha (2004), deve ser respeitada, não somente para cultivar a autonomia da criança mas para que seja preservada sua motivação intrínseca. Mas, os conhecimentos e a intuição do educador saberão fazer uma pré-escolha, construir um contexto lúdico adequado e disponibilizar para ela uma variedade de oportunidades que possibilite um nível de operação satisfatório, dentro do qual ela possa, de forma criativa e prazerosa, evoluir e aprender.
 Froebel (apud MAFRA; KEMPA, 2008, p. 7), coloca que “a educação mais eficiente é aquela que proporciona atividade, auto-expressão e participação social das crianças”. E o lúdico dá todos esses subsídios a criança, fazendo com que a educação aconteça.
Por outro lado, Piaget (1975, p. 158), diz que “os jogos tornam-se mais significativos à medida que a criança se desenvolve, pois, a partir da livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstruir objetivos, reinventar coisas, o que já exige uma adaptação mais completa”.
Portanto, quanto mais experiências a criança tem maior o seu grau de aprendizagem, fazendo assim com que torne espontâneas sua criatividade e vontade de aprender.
De acordo com Cunha (2004), o brinquedo pode criar uma zona de desenvolvimento proximal na criança, ela contém todas as tendências do desenvolvimento sobforma condenada, sendo uma grande fonte de desenvolvimento. A criança quando brinca se desenvolve e pensando desta forma pode-se dizer que o brincar é de extrema importância para o desenvolvimento global das crianças.
Os jogos, para Macedo (1995), são importantes dentro do processo de alfabetização porque através deles são desenvolvidas habilidades operatórias que envolvem comparação, identificação, análise, síntese e generalização e o processo de aprendizagem torna-se significativo. Entretanto, as situações lúdicas de aprendizagem precisam ser preparadas por pessoas que conheçam os recursos que podem utilizar, para saber se são adequados às suas propostas e se atendem às necessidades do nível de desempenho das crianças. Se o educador não souber explorar o jogo, não poderá adaptá-lo às condições individuais das crianças nem manifestará interesse e segurança ao lidar com eles.
         Sendo assim, como pode ser constatado o brincar e o brinquedo contribui para o desenvolvimento da criança, entre eles temos:
• Desenvolvimento do pensamento: a capacidade de pensar depende, segundo Maluf (2003), em grande parte, de estimulação para se desenvolver. Quando a criança, desde pequena, tem alguém que interaja com ela de forma nutritiva, ou seja, de maneira que alimente seu potencial desafiando sua inteligência, certamente terá maiores oportunidades de se acostumar a pensar.
A inteligência se desenvolve quando o pensamento, para Cunha (2004), é solicitado a funcionar no seu mais alto nível e quando é desafiado por situações que exigem busca de soluções. O pensamento é uma atividade autorreguladora que se inicia antes e vai além da linguagem. A linguagem está associada ao pensamento; para formular uma frase é preciso recorrer à memória e organizar os componentes da oração. Uma forma de estimular o pensamento é fazer perguntas à criança.
• Desenvolvimento da linguagem: A linguagem verbal, para Cunha (2004), é o sistema de comunicação mais usado para transmitir o pensamento. Inicialmente a linguagem é egocêntrica, com o desenvolvimento passa a ser comunicativa. À medida que o pensamento evolui o brincar, que antes era solitário, passa a ser compartilhado e a linguagem mais socializada; a criança passa a compreender informações, a captar estímulos e a concentrar mais a atenção.
As atividades que, segundo Cunha (2004), envolvem a fala não somente estimulam a capacidade de expressão verbal, mas também contribuem para o desenvolvimento do pensamento. O brincar é a maneira mais natural para uma criança exercitar seu pensamento e sua linguagem.
• Desenvolvimento da comunicação: Na criança, a comunicação não verbal manifesta-se de várias formas. A espontaneidade é uma característica infantil que, se não for cerceada pelos adultos, irá contribuir para que vários tipos de expressão de sentimentos aconteçam através de gestos, expressões faciais, fala escrita ou expressão gráfica (CUNHA, 2004).
 A brincadeira de “faz de conta”, as dramatizações de histórias conhecidas e de situações vivenciadas ou imaginárias, segundo Mafra e Kempa (2008), estimula a descontração e desenvolvem a capacidade de verbalizar. A utilização de máscaras pode fazer com que crianças mais tímidas ou inibidas se expressem com mais desenvoltura.
Os fantoches, para Cunha (2004), são excelentes promotores de comunicação porque realmente encantam as crianças; através deles podemos dialogar com elas ou simplesmente contar histórias. Também as crianças podem manuseá-los e expressar através deles.
É importante que sejam elas a escolher seus fantoches. Outros simuladores da vontade de se comunicar são os microfones e os telefones.

         As brincadeiras antigas estimulam a criatividade e a interação das crianças e adolescentes.

   Assim, pode-se considerar com o estudo realizado o quanto são fundamentais e enriquecedoras as situações de interações lúdicas para o desenvolvimento de toda e qualquer criança. Ainda, entende-se no estudo voltadas para as atividades lúdicas (brincadeiras e jogos) buscando pelo uso da comunicação tem sido favorável para se obter melhores resultados. 



SUGESTÕES DE BRINCADEIRAS

Massinha



                                                 

Empinar pipa

   Meninos soltando pipas, de Candido Portinari - 1952




    Desenhar e pintar





 Continue a história

                             https://plenarinho.leg.br/index.php/participe/concursos-e-promocoes/continue-a-historia/


 Carrinho de mão

            https://www.estudokids.com.br/brincadeiras-para-gincana/





     Dança da cadeira






           Passa Anel
                                                       



Amarelinha


        A palavra é…



                                                    

                   Mímica


                                   

      Esconde- esconde

    https://acrilex.com.br/portfolio-item/ivan-cruz


                                                      

      Pular corda

            https://acrilex.com.br/portfolio-item/ivan-cruz/

  

          Forca



                                              https://www.mestredosaber.com.br/brincadeiras-folcloricas-educacao-infantil/


      Cantigas de Roda





Dramatização com fantoches








REFERÊNCIAS


CARDOSO, Eliliete L. A importância do brincar e do jogo para o desenvolvimento da criança. TCC. Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre – Gravataí, 2010. Disponível em<http://www.lume.ufrgs.br/bistream/handle/
1083/39541/000823357.pdf>. Acesso em: 23 abr. 2019.

CUNHA, Nylse Helena S. Brinquedo: linguagem e alfabetização. Petrópolis: Vozes, 2004.

______. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educaçãoSão Paulo: Cortez, 2000.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida.O brincar e suas teorias.Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União de 23 de dezembro de 1996.

MACEDO, L. A importância dos jogos de regras para a construção do conhecimento na Escola. São Paulo, 1995.

MAFRA, Sônia R.; KEMPA, Sydnei R.O lúdico na prática educacional de alunos deficientes intelectuais.Dia a dia da educação, 2008. Disponível em: <http://www. diadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2444-8.pdf>. Acesso em: 27 jun. 2017.

MALUF, Ângela Cristina M. Brincar: prazer e aprendizado. Petrópolis: Vozes, 2003.


 
 
______. O brincar e suas teoriasSão Paulo: Pioneira, 1998.


PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. [tradução Álvaro Cabral, 1975]. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

SANTOS, Santa Marli P. Brinquedo e infância. Petrópolis: Vozes, 2000.

SANTOS, Talita Rocha dos; OLIVEIRA, Francismara N. de. As interações sociais e o brincar da criança com síndrome de Down. Artigo. Disponível em: <http://www. pucpr.br/eventos/.../pdf>. Acesso em: 23 abr. 2017

SILVA, Nara Pereira; DESSEN, Maria Auxiliadora. Crianças com Síndrome de Down e suas interações familiares. Psicologia: Reflexão e Crítica. v. 16, n. 3. Porto Alegre, 2003, p. 503-514.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente.  6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

WAJSKOP, Gisela. Brincar na pré-escola.5. ed. São Paulo: Cortez, 2001.                                                                                                                                                                                                                    
WERNECK, Claudia. Muito Prazer, Eu Existo. 4. ed. Rio de Janeiro: WVA, 1995. 


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