A IMPORTÂNCIA DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE EM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A IMPORTÂNCIA DA ESTIMULAÇÃO PRECOCE EM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Segundo Jean Piaget, na fase sensório-motor é o período da vida do ser humano compreendido entre o nascimento e os dois anos de idade. Entre as principais aquisições do período sensório-motor, destaca-se a construção da noção do "eu", através da qual a criança diferencia o mundo externo do seu próprio corpo. 

Ao longo desta etapa, a criança irá elaborar a sua organização psicológica básica, seja no aspecto motor, no perceptivo, no afetivo, no social e no intelectual. É nesta fase que se faz necessário o trabalho com estimulação precoce, pois desta faz uso de experiências significativas nas quais intervêm os sentidos, a percepção e o prazer da exploração, o descobrimento, o autocontrole, o jogo e a expressão artística. 

Sua finalidade é desenvolver a inteligência, porém sem deixar de reconhecer a importância dos vínculos afetivos sólidos e uma personalidade segura. Um aspecto a destacar é que, ao menos na maioria das propostas de estimulação precoce, a criança é que gera, modifica, demanda, e constrói suas experiências de acordo com seus interesses e necessidades (PIAGET, 2003, p. 15-49).

Para Holle (1990, p. 2-6), uma das dificuldades para estimular criança com deficiência intelectual consiste em seu desenvolvimento desigual em diferentes áreas, portanto, segundo a autora, quanto mais cedo for proporcionado o estímulo direcionado a desenvolver as áreas afetadas pela deficiência, melhor será o resultado, ou seja, mais chance no sucesso no tratamento.

Para eficácia destes estímulos, todos os profissionais envolvidos com a criança deveriam estudar sobre o desenvolvimento infantil e conhecer todos os seus aspectos psicológicos, cognitivo, motor e da linguagem. A criança deve seguir com os estímulos quanto tempo seja necessário ao seu desenvolvimento, dentro do seu próprio ritmo, para atingir seu potencial individual (HOLLE, 1990, p. 2-6).




REFERÊNCIAS

HOLLE, B. Desenvolvimento Motor na criança normal e com Deficiência Intelectual. Editorial Manole, p.2-6,1990. Disponível em:<http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=000339543>. Acesso em :13  abr. 2017

PIAGET, J. A psicologia da criança. Tradução Octavio Mendes Cajado. Rio de Janeiro: Difel, p.15-49, 2003.

WALLON, H. Afetividade e a Aprendizagem na Cognição. p. 12, 1992.Disponívelem<www.google.com.br/searchq=WALLON%2C+H.+Afetividade+e+a+Aprendizag/=em+na+Cognição&oq=WALLON%2C+H.+Afetividade+e+a+Aprendizagem+na+Cognição&gs_l=psyab.3...370371.376709.0.378726.48.10.0.0.0.0.327.947.333.3.0...1.14psy-ab..46.0.0.OSvLK45FhUY >Acesso em: jun.2017





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